terça-feira, 2 de agosto de 2022
Material para a 3 etapa de 1 ano.
Tipos textuais
Os tipos textuais, ou tipologia textual, apresentam propriedades linguísticas intrínsecas nas quais se apoiam os diversos gêneros.
Os tipos textuais são: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção. Os diversos gêneros apoiam-se na tipologia textual
Chamamos de tipos textuais o conjunto de enunciados organizados em uma estrutura bem definida, facilmente reconhecida por suas características preponderantes. Podem variar entre cinco e nove tipos, sendo que os mais estudados são a narração, a argumentação, a descrição, a injunção e a exposição.
A tipologia textual, diferentemente do que acontece com os gêneros textuais, apresenta propriedades linguísticas intrínsecas, como o vocabulário, relações lógicas, tempos verbais, construções frasais e outras características que definem os gêneros. Estes, por sua vez, surgem do dinamismo das relações sociocomunicativas e da necessidade dos falantes em um dado contexto cultural, enquanto os tipos já estão definidos, prontos para receberem os diversos gêneros em sua estrutura. Observe a definição de cada um dos tipos e seus exemplos. Bons estudos!
Narração: A principal característica de uma narração é contar uma história, ficcional ou não, geralmente contextualizada em um tempo e espaço, nos quais transitam personagens. Os gêneros que se apropriam da estrutura narrativa são: contos, crônicas, fábulas, romance, biografias etc.
“[...] No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez [...]”. (Fragmento do conto Felicidade clandestina, de Clarice Lispector).
Dissertação: O texto dissertativo-argumentativo é um texto opinativo, cujas ideias são desenvolvidas através de estratégias argumentativas que têm por finalidade convencer o interlocutor. Os gêneros que se apropriam da estrutura dissertativa são: ensaio, carta argumentativa, dissertação-argumentativa, editorial etc.
“[...] A súbita louvação do nosso Judiciário serve para encobrir a verdade factual, a começar pelo emprego de pesos e medidas opostos no julgamento dos mais diversos gêneros de corrupção política. Até o mundo mineral sabe desta singular situação, pela qual a casa-grande goza da leniência da Justiça, em todos os níveis de atividade [...]” . (Fragmento de um editorial publicado na revista Carta Capital).
Exposição: Tem por finalidade apresentar informações sobre um objeto ou fato específico, enumerando suas características através de uma linguagem clara e concisa. Os gêneros que se apropriam da estrutura expositiva são: reportagem, resumo, fichamento, artigo científico, seminário etc.
“[...] Em Poá, região metropolitana de São Paulo, quatro mulheres desenvolvem a difícil e honrosa missão de comandar, cada uma, uma casa com nove crianças. Chamadas de mães-sociais, elas são cuidadoras permanentes de crianças que foram destituídas de seus lares por causa de maus-tratos, abuso ou falta de cuidados [...]”. (Fragmento de uma reportagem publicada na revista Carta Capital).
Injunção: Os textos injuntivos têm por finalidade instruir o interlocutor, utilizando verbos no imperativo para atingir seu intuito. Os gêneros que se apropriam da estrutura injuntiva são: manual de instruções, receitas culinárias, bulas, regulamentos, editais etc.
“[...] Não instale nem use o computador em locais muito quentes, frios, empoeirados, úmidos ou que estejam sujeitos a vibrações. Não exponha o computador a choques, pancadas ou vibrações, e evite que ele caia, para não prejudicar as peças internas [...]”. (Manual de instruções de um computador).
Descrição: Os textos descritivos têm por objetivo descrever objetivamente ou subjetivamente coisas, pessoas ou situações. Os gêneros que se apropriam da estrutura descritiva são: laudo, relatório, ata, guia de viagem etc. Também podem ser encontrados em textos literários através da descrição subjetiva:
“[...] Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. [...]”. (Fragmento do conto Felicidade clandestina, de Clarice Lispector).
“[...] É na parte alta que fica o colorido Pelourinho, bairro histórico e tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Em suas ruas e vielas estão centenas de casarões dos séculos 17 e 18 que abrigam de museus a terreiros de candomblé, além de templos católicos que atraem estudiosos do mundo todo – é o caso da igreja de São Francisco, considerada a obra barroca mais rica do país [...]”. (Descrição objetiva de um guia de viagem).
Romance
Romance é um gênero textual que consiste em uma narrativa longa, escrita em prosa. Seu surgimento e popularidade remete ao século XVIII, quando ele tomou o lugar das epopeias (longas narrativas em verso).
Por tratar-se de uma narrativa, o romance possui uma ação, lugar onde ela ocorre, tempo em que ela acontece, personagens que a realizam, uma trama e um ponto de vista, isto é, a perspectiva do narrador.
Os tipos de romance são:
• monofônico,
• polifônico,
• fechado,
• aberto,
• linear ou progressivo,
• vertical ou analítico,
• psicológico.
Leia também: Conto – gênero que se caracteriza principalmente por ser uma narrativa curta
Conceito de romance
Os romances consistem em narrativas longas que podem contar as mais diversas histórias.
Tudo indica que o termo “romance” tem origem na palavra “romanice”, cujo significado está relacionado a qualquer obra escrita em romanço (língua falada nas regiões ocupadas pelos romanos). Porém, foi a partir do século XVIII que o termo “romance” começou a ser utilizado com a acepção que conhecemos hoje, isto é, uma narrativa longa, escrita em prosa. Portanto, o romance e o romantismo surgiram ao mesmo tempo e parece terem sido feitos um para o outro.
Ao contrário dos poemas épicos, o romance surgiu para representar pessoas comuns e ser o reflexo do povo. Dessa forma, é um gênero textual que, segundo o crítico Massaud Moisés, foi porta-voz das ambições, desejos e vaidades da burguesia em ascensão, além de servir como fuga da realidade. Era, então, um espelho idealizado dessa classe. Na atualidade, a burguesia não é mais a única classe a ser representada nas obras de autores e autoras contemporâneos.
Principais características do romance
O romance é uma narrativa longa, escrita em prosa e possui a seguinte estrutura:
• Ação: série de acontecimentos que se combinam para formar o enredo da obra.
• Lugar: espaços físicos em que transcorre a ação.
• Tempo: o “quando” da ação, as datas dos acontecimentos, ou mesmo a duração dos fatos narrados:
- Tempo cronológico: a ação respeita o tempo físico, isto é, a sequência de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Assim, o tempo transcorre com regularidade, com linearidade.
- Tempo psicológico: não está relacionado ao espaço, mas ao interior, à mente das personagens. É, portanto, o tempo mental, do pensamento, em que presente, passado e futuro às vezes anulam-se.
• Personagens: realizam a ação:
- Personagem plana: comum e previsível.
- Personagem redonda ou esférica: complexa e imprevisível.
• Trama: a história narrada, o enredo.
• Ponto de vista: foco narrativo, a perspectiva de quem narra:
- Narrador personagem (em primeira pessoa): participa da história.
- Narrador observador (em terceira pessoa): narra apenas o que ele observa.
- Narrador onisciente ou onipresente (em terceira pessoa): possui total conhecimento dos fatos narrados e das personagens.
Leia também: Graciliano Ramos – autor que inovou a produção de romances regionais
Tipos de romance
• Romance monofônico
O foco narrativo está sobre uma personagem, o protagonista:
“Aos dias difíceis, que tenho passado no correr dos tempos, sempre se sucederam dias repousantes, sem problemas, durante os quais todos os fantasmas se desvanecem e os velhos temas torturantes deixam a tona da consciência, [...].”
O amanuense Belmiro, de Cyro dos Anjos.
• Romance polifônico
O foco narrativo está sobre várias personagens. Um exemplo é o romance Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso (1912-1968), que concede o protagonismo a várias personagens, como é possível verificar, por exemplo, nos primeiros cinco capítulos da obra:
1. Diário de André (conclusão).
2. Primeira carta de Nina a Valdo Menezes.
3. Primeira narrativa do farmacêutico.
4. Diário de Betty (I).
5. Primeira narrativa do médico.
• Romance fechado
O narrador fornece todas as informações, não deixa espaço (abertura) para a imaginação dos leitores:
“E só me resta chegar rapidamente ao desenlace desta narração singular com a qual tratei de conseguir que o leitor compartilhasse os medos escuros e as vagas conjecturas que ensombreceram, durante tantas semanas, nossas vidas e que concluíram de maneira tão trágica. Na manhã seguinte se levantou a névoa e a senhora Stapleton nos levou até o lugar onde ela e seu esposo tinham encontrado um caminho praticável para penetrar no pântano. [...]. Holmes afundou-se até a cintura ao sair do caminho para pegá-lo [um objeto escuro], e se não estivéssemos ali para ajudá-lo, nunca voltaria a colocar o pé em terra firme. O que levantou no ar foi uma bota velha de cor preta. “[...]” estava impresso no interior do couro.|1|”
O cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle.
O romance policial é um típico exemplo de romance fechado.
• Romance aberto
Nem tudo é expresso, o narrador deixa lacunas a serem preenchidas pelos leitores. Como, a misteriosa acusação que sofre Josef K., personagem do romance O processo, de Franz Kafka (1883-1924):
“Alguém devia ter caluniado Josef K., pois, sem que tivesse feito mal algum, ele foi detido certa manhã. A cozinheira da senhora Grubach, sua senhoria, que lhe trazia o café da manhã todos os dias bem cedo, por volta das oito horas, desta vez não aparecera.|2|”
• Romance linear ou progressivo
Os acontecimentos que formam o enredo são mais importantes do que a reflexão:
“O senhor Sherlock Holmes, que sempre se levantava muito tarde, exceto nas ocasiões nada raras em que não dormia por toda a noite, estava tomando o café. Eu, que me achava de pé perto da chaminé, agachei-me para pegar a bengala esquecida por nosso visitante da noite anterior. [...]. Era exatamente a classe de bengala que costumavam levar os antigos médicos de cabeceira: digna, sólida e que inspirava confiança.
— Vejamos, Watson, a que conclusões chega?”|1|
O cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle.
• Romance vertical ou analítico
A ação é auxiliar, no contexto geral da obra, pois o principal objetivo é refletir sobre o impacto dessa ação nas personagens:
“Quaresma viveu lá, no manicômio, resignadamente, conversando com os seus companheiros, onde via ricos que se diziam pobres, pobres que se queriam ricos, sábios a maldizer da sabedoria, ignorantes a se proclamarem sábios; [...].
Saiu o major mais triste ainda do que vivera toda a vida. De todas as coisas tristes de ver, no mundo, a mais triste é a loucura; é a mais depressora e pungente.
Aquela continuação da nossa vida tal e qual, com um desarranjo imperceptível, mas profundo e quase sempre insondável, que a inutiliza inteiramente, faz pensar em alguma coisa mais forte que nós, que nos guia, que nos impele e em cujas mãos somos simples joguetes.”
Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
• Romance psicológico
Está centrado no funcionamento da mente humana, nos pensamentos do narrador ou das personagens, na forma como eles entendem o mundo exterior. É caracterizado, portanto, pela análise psicológica e pelos fluxos de consciência. Assim, ao contrário do romance vertical ou analítico, ele não está condicionado à ação, pois a reflexão, a análise está voltada para o mundo íntimo, os sentimentos e memórias do narrador ou personagens:
“[...], primeiro porque travava conhecimento com a cunhada (e quem sabe por que meios, por que secretas afinidades conseguiria transformá-la numa aliada?), segundo porque, no íntimo, devia tramar alguma coisa contra os irmãos. Ah, essa raça de Meneses era bem minha conhecida. No entanto, de pé, procurava em vão imaginar por que aquela visita lhe causava um tão extraordinário prazer. Que secreta partida jogava ele, [...]?”
Crônica da casa assassinada, de Lúcio Cardoso.
Notas
|1| Tradução (de edição em espanhol) para o português: Warley Souza.
|2| Tradução de Marcelo Backes.
Conto
O conto é um gênero literário marcado pela concisão. Tais narrativas têm, em geral, poucos personagens, espaço e tempo restritos e um conflito único.
“Todos têm uma história”. Em um conto, dos temas mais complexos aos mais simples são narrados. Qualquer um pode construí-lo!
O conto é um dos mais tradicionais gêneros literários e um dos mais lidos pelo público na atualidade. Por ser curto, esse tipo de texto tem alcançado cada vez mais espaço, circulando em redes sociais e blogs pela internet.
Autores clássicos da literatura brasileira, tais como Machado de Assis ou Mário de Andrade, ganharam notoriedade por serem excepcionais contistas. O gênero tem, hoje, diversas subdivisões, tais como “contos de ficção científica”, “infantojuvenis”, “fantásticos”, “de fada”, entre tantas outros.
As principais características do conto são a presença dos elementos tradicionais da narrativa – personagens, tempo, espaço e enredo – em suas formas concisas, conforme explicaremos a seguir.
Acesse também: Conheça a tipologia textual de que o conto faz parte.
Características do gênero
O conto pode ser definido como uma narrativa curta e com um único conflito. Isso significa que, nessas histórias, há poucos personagens, o tempo e o espaço são reduzidos ao essencial e, além disso, o enredo (a sequência de ações pelas quais os personagens passam) é marcado pela existência de um único acontecimento relevante. Dessa forma, em geral, os contos apresentam apenas um clímax (aquele momento de maior tensão da narrativa).
Veja, a seguir, um trecho do conto Negrinha, de Monteiro Lobato:
Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados.
Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças.
Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo.
Ótima, a dona Inácia.
Mas não admitia choro de criança. [...]
Note-se que, nesse trecho – parte inicial do conto de Monteiro Lobato – já é possível perceber todos os elementos do conto: As poucas personagens – Negrinha e Dona Inácia – vivem um enredo que ocorre em uma fazenda alguns anos após a libertação dos escravos. Isso é perceptível porque nos é dito que a mãe de Negrinha era uma escrava de Dona Inácia. O conflito único que percorre todo o enredo é deflagrado, por sua vez, na frase “Ótima, a dona Inácia. Mas não admitia choro de criança”. Aqui, percebemos que a questão central do conto é a relação abusiva que existia entre as duas personagens centrais.
Tipos de conto
Existem diversos tipos de conto, e a categorização dessas subdivisões do gênero devem-se a diversos fatores, tais como o tipo de personagem, a época em que o enredo ocorre, ou ainda o público. Listamos, a seguir, alguns tipos de conto:
• Conto de ficção científica: caracterizado por ter, em seu enredo, elementos que não existem em nossa realidade, mas que poderiam existir devido ao avanço científico e tecnológico.
• Conto infantojuvenil: narrativas voltadas para jovens e crianças. Normalmente, a linguagem utilizada nesses contos é mais simples, e as temáticas são relacionadas a conflitos comuns na vida de seus leitores-alvo.
• Conto fantástico: com personagens e acontecimentos impossíveis na realidade e não explicados na narrativa, esses contos têm conquistado cada vez mais leitores.
• Conto de fadas: velho conhecido de muitas pessoas, o conto de fadas é marcado pela existência de fadas e outras criaturas mágicas entre suas personagens. Esse subgênero de conto é especialmente lido por crianças, embora existam narrativas assim voltadas para o público mais velho.
Leia também: Técnicas de estrutura da narrativa
Diferenças entre conto e crônica
É muito comum encontrarmos certas dificuldades para diferenciar os gêneros conto e crônica. Entretanto, é bom saber que eles não têm as mesmas características. O conto, como já dissemos, é uma narrativa curta e com um único conflito em seu enredo. A crônica, por outro lado, é um gênero discursivo que busca retratar o cotidiano e está ligado ao jornal.
Normalmente, as crônicas encontradas diariamente nas bancas tratam de assuntos corriqueiros da atualidade. O bom cronista é aquele que consegue contar o dia a dia de um modo específico e fascinante, com um ponto de vista singular. Alguns célebres escritores brasileiros – tais como Clarice Lispector ou Lima Barreto – foram, também, cronistas.
Narração
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço, organizados por uma narração feita por um narrador.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a história.
Existem três tipos de foco narrativo:
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a história é contada em 3 pessoa.
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece misturada com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre).
É comum que o texto narrativo apresente a seguinte estrutura:
Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
Complicação: é a parte do texto em que se inicia propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, conduzindo ao clímax.
Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos personagens.
Os personagens têm muita importância na construção de um texto narrativo, são elementos vitais.
As personagens são principais ou secundárias, conforme o papel que desempenham no enredo, podem ser apresentadas direta ou indiretamente.
A apresentação direta é quando o personagem aparece de forma clara no texto, retratando suas características físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
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