segunda-feira, 23 de maio de 2022

O Renascimento

"O Renascimento foi um importante movimento de ordem artística, cultural e científica que se deflagrou na passagem da Idade Média para a Moderna. Em um quadro de sensíveis transformações que não mais correspondiam ao conjunto de valores apregoados pelo pensamento medieval, o renascimento apresentou um novo conjunto de temas e interesses aos meios científicos e culturais de sua época. Ao contrário do que possa parecer, o renascimento não pode ser visto como uma radical ruptura com o mundo medieval. Características do Renascimento A razão,de acordo com o pensamento da Renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem simplesmente dava vazão a um dom concedido por Deus (neoplatonismo). Outro aspecto fundamental das obras renascentistas era o privilégio dado às ações humanas, ou humanismo. Tal característica representava-se na reprodução de situações do cotidiano e na rigorosa reprodução dos traços e formas humanas (naturalismo). Esse aspecto humanista inspirava-se em outro ponto-chave do Renascimento: o elogio às concepções artísticas da Antiguidade Clássica ou Classicismo. Relação com a burguesia e o individualismo Essa valorização das ações humanas abriu um diálogo com a burguesia, que floresceu desde a Baixa Idade Média. Suas ações pelo mundo, a circulação por diferentes espaços e seu ímpeto individualista ganharam atenção dos homens que viveram todo esse processo de transformação privilegiado pelo Renascimento. Ainda é interessante ressaltar que muitos burgueses, ao entusiasmarem-se com as temáticas do Renascimento, financiavam muitos artistas e cientistas surgidos entre os séculos XIV e XVI. Além disso, podemos ainda destacar a busca por prazeres (hedonismo) como outro aspecto fundamental que colocava o individualismo da modernidade em voga. As cidades italianas e o mecenato A aproximação do Renascimento com a burguesia foi claramente percebida no interior das grandes cidades comerciais italianas do período. Gênova, Veneza, Milão, Florença e Roma eram grandes centros de comércio, onde a intensa circulação de riquezas e ideias promoveu a ascensão de uma notória classe artística italiana. Até mesmo algumas famílias comerciantes da época, como os Médici e os Sforza, realizaram o mecenato, ou seja, o patrocínio às obras e estudos renascentistas. A profissionalização desses renascentistas foi responsável por um conjunto extenso de obras que acabou dividindo o movimento em três períodos: o Trecento, o Quatrocento e Cinquecento. Cada período abrangia respectivamente uma parte do período que vai do século XIV ao XVI. Períodos do Renascimento Durante o Trecento, podemos destacar o legado literário de Petrarca (“De África” e “Odes a Laura”) e Dante Alighieri (“Divina Comédia”), bem como as pinturas de Giotto di Bondoni (“O beijo de Judas”, “Juízo Final”, “A lamentação” e “Lamento ante Cristo Morto”). Já no Quatrocento, com representantes dentro e fora da Itália, o Renascimento contou com a obra artística do italiano Leonardo da Vinci (Mona Lisa) e as críticas ácidas do escritor holandês Erasmo de Roterdã (Elogio à Loucura). Leonardo da Vinci foi um dos maiores expoentes do Renascimento Na fase final do Renascimento, o Cinquecento ganhou grandes proporções, dominando várias regiões do continente europeu. Em Portugal, podemos destacar a literatura de Gil Vicente (Auto da Barca do Inferno) e Luís de Camões (Os Lusíadas). Na Alemanha, os quadros de Albrercht Dürer (“Adão e Eva” e “Melancolia”) e Hans Holbein (“Cristo morto” e “A virgem do burgomestre Meyer”). A literatura francesa teve como seu grande representante François Rabelais (“Gargântua e Pantagruel”). No campo científico, devemos destacar o rebuliço da teoria heliocêntrica defendida pelos estudiosos Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno. Tal concepção abalou o monopólio dos saberes, até então controlados pela Igreja. Impacto do Renascimento Ao abrir o mundo à intervenção do homem, o Renascimento sugeriu uma mudança da posição a ser ocupada pelo homem no mundo. Ao longo dos séculos posteriores ao Renascimento, os valores por ele empreendidos vigoraram ainda por diversos campos da arte, da cultura e da ciência. Graças a essa preocupação em revelar o mundo, o Renascimento suscitou valores e questões que se fizeram presentes em outros movimentos concebidos ao longo da história ocidental. Por Rainer Sousa Graduado em História Veja mais em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/renascimento.htm

2 ano ( Romantismo 2 e 3 fase)

Conteúdo REtirado de : https://www.normaculta.com.br/romantismo/ Segunda geração do Romantismo - Ultrarromantismo Decorrida entre 1853 e 1869, a segunda geração do Romantismo no Brasil ficou conhecida como a geração do mal do século, marcada pelo pessimismo e pelo sofrimento decorrentes da tuberculose. Ficou também conhecida como a geração ultrarromântica, por acentuar os ideais românticos de sentimentalismo, ou a geração byroniana, por se inspirar no escritor britânico Lord Byron. Características da segunda geração romântica Egocentrismo e individualismo; Subjetivismo e sentimentalismo; Saudade e nostalgia; Sofrimento por amor; Tédio e à fuga da realidade; Negativismo e desilusão; Morte e melancolia. Autores e obras da segunda geração romântica Autores Obras Álvares de Azevedo Poesias (1853) Lira dos Vinte Anos (1853) Noite na Taverna (1855) Casimiro de Abreu Meus Oito Anos (1857) As Primaveras (1859) Fagundes Varela Noturnas (1861) Cântico do Calvário (1863) Junqueira Freire Inspirações do Claustro (1855) Contradições Poéticas (1855) Meus Oito Anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida, Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! […](Casimiro de Abreu) Se Eu Morresse Amanhã Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã, Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! […] (Álvares de Azevedo) Terceira geração do Romantismo - Condoreirismo Decorrida entre 1870 e 1880, a terceira geração do Romantismo no Brasil ficou conhecida como a geração condoreira, por inspiração na ave de rapina sul-americana condor, que representa a liberdade. Ficou também conhecida como a geração hugoana, inspirada no escritor francês Victor Hugo. Características da terceira geração romântica Construção de uma poesia social; Foco nos problemas políticos e sociais; Luta pela abolição da escravatura; Oposição à escravidão e à opressão; Defesa de um governo republicano; Ideais de justiça, igualdade e liberdade; Erotismo, pecado e negação do amor platônico. Autores e obras da terceira geração romântica Autores Obras Castro Alves O Navio Negreiro (1869) Espumas Flutuantes (1870) Os Escravos (1883) Joaquim de Sousa Andrade (Sousândrade) O Guesa (1871) Harpas Selvagens (1857) Joaquim Nabuco de Araújo O Abolicionismo (1883) Escravos (1886) O Navio Negreiro [...] Existe um povo que a bandeira empresta P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... E deixa-a transformar-se nessa festa Em manto impuro de bacante fria!... Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, Que impudente na gávea tripudia? Silêncio. Musa... chora, e chora tanto Que o pavilhão se lave no teu pranto!... Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra E as promessas divinas da esperança... Tu que, da liberdade após a guerra, Foste hasteado dos heróis na lança Antes te houvessem roto na batalha, Que servires a um povo de mortalha!... Fatalidade atroz que a mente esmaga! Extingue nesta hora o brigue imundo O trilho que Colombo abriu nas vagas, Como um íris no pélago profundo! Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! Andrada! arranca esse pendão dos ares! Colombo! fecha a porta dos teus mares! (Castro Alves) Fim do Romantismo no Brasil O fim do Romantismo no Brasil teve como marco a publicação do romance realista Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, em 1881. Conteúdo retirado : https://www.normaculta.com.br/romantismo/

Trovadorismo em Portugal

"Resumo Foi um movimento poético-musical; Desenvolveu-se na Idade Média, entre os séculos XI e XIV; As composições chamavam-se cantigas e eram geralmente acompanhadas de música e dança; Cantigas de amor (cavaleiro declara amor e coita à dama); Cantigas de amigo (sempre na voz feminina); Cantigas de escárnio (ironia e crítica indireta);  Cantigas de maldizer (ofensivas e diretas, citando nomes); As cantigas chegaram aos nossos dias graças ao Cancioneiros; Os trovadores oficiais tinham linhagem nobre, incluindo reis, mas havia também os jograis, nascidos nas camadas populares; Apreciada pela corte, a obra trovadoresca foi importante instrumento de consolidação da cultura e do idioma português." Veja mais em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/trovadorismo.htm "Cantigas As cantigas dividem-se em dois tipos: lírico e satírico. Cantigas líricas Cantigas líricas são as de temática amorosa, e possuem dois tipos: cantigas de amor e cantigas de amigo. Cantigas de amor Gênese da poesia amorosa que surgiria nos séculos seguintes, a cantiga de amor é cantada em 1ª pessoa. Nela, o trovador declara seu amor por uma dama, geralmente acometido pela coita, a dor amorosa diante da indiferença da amada. A confissão amorosa é direta, e o trovador comumente dirige-se à dama como “mia senhor” ou “mia senhor fremosa” (“minha senhora” ou “minha formosa senhora”), em analogia às relações de senhorio e vassalagem medievais. O apaixonado é, portanto, servo e vassalo da amada e enuncia seu amor com insistência e intensidade. Mesura1 seria, senhor2, de vos amercear3 de mi, que vós em grave4 dia vi, e em mui grave voss’amor, tam grave que nom hei poder d’aquesta coita mais sofrer de que muit’há fui sofredor. Pero sabe Nostro Senhor que nunca vo-l’eu mereci, mais sabe bem que vós servi, des que vos vi, sempr’o melhor que nunca pudi fazer; por em querede-vos doer de mim, coitado pecador. [...] (D. Dinis, em Cantigas de D. Dinis, B 521b, V 124) [1] mesura: “cortesia” [2] senhor: “senhora”. Os sufixos terminados em “or” não possuíam flexão feminina. [3] amercear: “compadecer-se, sentir compaixão” [4] grave: “difícil, infeliz” Nessa cantiga, o trovador espera que a dama tenha a cortesia de sentir compaixão por ele. Sofrendo, diz que foi infeliz o dia em que a conheceu e mais infeliz ainda o amor que por ela sentiu, tão difícil que não pode mais sofrer da coita, pois que há muito é sofredor. Sabe Deus que ele nunca mereceu esse sofrimento, sabe Deus que ele sempre ofereceu à dama o seu melhor e diz que ela é que quer vê-lo padecer, coitado pecador. Cantigas de amigo Embora compostas por trovadores homens, representam sempre uma voz feminina. É a dama quem vai expor seus sentimentos, sempre de maneira discreta, pois, para o contexto provençal, o valor mais importante de uma mulher é a discrição. A donzela dirige-se por vezes à sua mãe, a uma irmã ou amiga, ou ainda a um pastor ou alguém que encontre pelo caminho. Existem sete categorias de cantigas de amigo: - as albas, que cantam o nascer do Sol; - as bailias, que cantam a arte da dança; - as barcarolas, de temática marítima; - as pastoreias, de temática bucólica; - as romarias, de celebração religiosa; - as serenas, que cantam o pôr do Sol; - as de pura soledade, que não se enquadram em nenhum dos temas anteriores. Oy eu, coytada, como vivo em gran cuydado por meu amigo que ey alongado! Muito me tarda o meu amigo na Guarda Oy eu, coytada, como vivo em gran desejo por meu amigo que tarda e non vejo! Muyto me tarda o meu amigo na Guarda (D. Sancho I ou Alfonso X [autoria duvidosa], Cancioneiro da Biblioteca Nacional, B 456) Nessa cantiga, verifica-se que a donzela também sofre as penosas dores do amor, da distância entre ela e o amado, oficial da guarda, que há muito não vê. Percebemos, entretanto, que o discurso amoroso é mais sutil, não é dirigido diretamente ao rapaz; trata-se de um lamento de saudade. Cantigas satíricas Destinam-se a ironizar ou difamar determinada pessoa. Existem dois tipos de cantigas satíricas: as de escárnio e as de maldizer. Cantigas de escárnio São mais irônicas e trabalham sobretudo com trocadilhos e palavras de duplo sentido, sem mencionar diretamente nomes. São críticas indiretas: é um “mal dizer” de maneira encoberta, insinuada. Ai dona fea, fostes-vos queixar que vos nunca louv'en[o] meu cantar; mais ora quero fazer um cantar em que vos loarei todavia; e vedes como vos quero loar: dona fea, velha e sandia! Dona fea, se Deus mi perdom, pois havedes [a]tam gram coraçom que vos eu loe, em esta razom vos quero já loar todavia; e vedes qual será a loaçom: dona fea, velha e sandia! Dona fea, nunca vos eu loei em meu trobar, pero muito trobei; mais ora já um bom cantar farei em que vos loarei todavia; e direi-vos como vos loarei: dona fea, velha e sandia! (João Garcia de Gilhade, Cancioneiro da Biblioteca Nacional, B 1485 V 1097) Nessa cantiga de escárnio, o trovador responde a uma dama que se teria queixado de nunca ter recebido dele nenhuma trova. Irônico, ele diz que fará, então, uma cantiga para louvá-la, chamando-a “dona feia, velha e louca [sandia]”. Cantigas de maldizer São aquelas em que os trovadores apontam direta e nominalmente o alvo de suas sátiras, de forma propositalmente ofensiva e fazendo uso de vocabulário grosseiro. Da mulher vossa, ó meu Pero Rodrigues Jamais creiais no mal que falam dela. Pois bem sei eu que ela por vós mui zela, Quem não vos quer vos traz somente intrigas! Pois quando deitou ela em minha cama, A mim mui bem de ti ela falava, Se a mim deu o corpo, é a vós quem ela ama. (Martim Soares, versão de Rodrigues Lapa, em Crestomatia arcaica) Veja também: Humanismo: período de grande desenvolvimento da literatura Cancioneiros As cantigas do trovadorismo chegaram até nosso conhecimento pelo registro dos Cancioneiros. Trata-se de livros, geralmente manuscritos, que são compilados com as letras e, às vezes, notações musicais das canções, além de ilustrações. São três os principais Cancioneiros. Cancioneiro da ajuda: compilação de textos do século XIII, foi descoberto na biblioteca do Colégio dos Nobres apenas no início do século XIX. Possui 310 cantigas, em sua maioria de lírica amorosa, e permaneceu inacabado, o que é perceptível por possuir iluminuras com as pinturas incompletas ou ainda apenas com o desenho traçado. Folha do manuscrito do Cancioneiro da ajuda, conjunto de poemas escritos no século XII. [1] Cancioneiro da Biblioteca Nacional: manuscrito copiado na Itália no começo do século XVI, por inciativa do humanista Angelo Colocci, com base em outro manuscrito de origem medieval desconhecida. Contém 1560 poemas de cerca de 150 trovadores e menestréis galego-portugueses, compostos entre os séculos XII e XIV, nos gêneros lírica amorosa e sátira. Cancioneiro da Vaticana: também copiado por Angelo Colocci, na Itália, recebe esse nome por ter sido encontrado na Biblioteca do Vaticano. É composto de 1205 cantigas, das quais 138 são de autoria de D. Dinis."
"Características do trovadorismo As obras do trovadorismo são chamadas cantigas, pois eram escritas para serem declamadas (não havia cultura do livro na Idade Média, a população era em grande parte analfabeta e ainda não havia sido inventado o livro impresso), e frequentemente eram acompanhadas de instrumentos musicais, como a lira, a flauta, a viola. Enquanto o compositor (de origem) era chamado de trovador, o músico era chamado de menestrel. Chamava-se segrel o trovador profissional, cavaleiro que ia de corte em corte divulgando suas cantigas em troca de dinheiro. Havia ainda o jogral, cantor de origem popular que interpretava cantigas de outrem e compunha as suas próprias. As baladeiras ou soldadeiras eram as dançarinas e cantoras que também os acompanhavam nas apresentações e dramatizações das cantigas. " Veja mais em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/trovadorismo.htm Veja mais em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/trovadorismo.htm

segunda-feira, 16 de maio de 2022

O humanismo

O Humanismo foi um movimento literário de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Muitos estudiosos nem o consideram como movimento literário por ele não possuir características próprias, ou seja, esse período e suas produções carregavam traços do movimento medieval em decadência (o Trovadorismo) e do movimento moderno em ascensão (o Renascimento). Assim, é possível verificar, nas obras literárias desse período, uma mescla do velho e do novo modo de pensar da humanidade da época. Tópicos deste artigo 1 - Influências 2 - → Características do movimento 3 - → Principais produções literárias 4 - → Principais autores Influências O Humanismo teve como grande influência fatores sociais e econônomicos. Com a formação de uma nova classe social, a burguesia, os comerciantes começaram a competir com os nobres e ganharam importância na sociedade. Além disso, com a expulsão dos camponeses pelos senhores feudais, houve um período de muita fome e doenças, como a Peste Negra, que matou um terço da população da Europa. Essa época foi marcada também por um período político chamado Absolutismo, quando o poder, anteriormente descentralizado nas mãos dos senhores feudais, passou para as mãos dos reis. Outra influência importante foi a queda da hegemonia da Igreja, a qual passou a ser criticada inclusive por seus seguidores, fato que colaborou para uma visão antropocêntrica em oposição ao teocentrismo, ou seja, o pensamento religioso, que até então possuía uma visão teocêntrica (teos = Deus – estaria no centro das preocupações humanas) deu lugar a uma visão antropocêntrica (anthropos = homem – estaria no centro das realizações do universo humano). → Características do movimento Teocentrismo x Antropocentrismo; Separação entre a música e a poesia; Cientificismo; Descrição da figura humana (inclusive a mulher), suas expressões, detalhes e proporções; Descoberta da natureza, dos campos, das florestas, das montanhas, considerados refúgios para as mágoas do amor; Descentralização do conhecimento, até então controlado pela Igreja Católica; Apoio aos valores cristãos e medievais. → Principais produções literárias Poesia humanista: possuía as mesmas características das cantigas trovadorescas, mas houve uma separação entre a música e a poesia, que passou a ser feita para ser declamada nos palácios e ficou conhecida como poesia palaciana. Crônicas históricas: tinham como objetivo relatar a vida dos reis por meio de documentos históricos, por isso houve uma busca de rigor e objetividade, embora ainda se atribuísse aos reis toda a iniciativa pelos feitos históricos. Novelas de cavalaria: eram histórias ficcionais, de aventuras, em que os personagens demonstravam heroísmo, lealdade e religiosidade. Textos teatrais: eram divididos em autos ou farsas. Os autos eram peças curtas que representavam cenas bíblicas. As farsas tratavam do cotidiano da sociedade da época e possuíam comicidade exagerada ao retratar tipos e costumes sociais. → Principais autores Francesco Petrarca Dante Alighieri Giovanni Bocaccio Erasmo Roterdã Fernão Lopes Michel Montaigne Gil Vicente Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: RIGONATTO, Mariana. "O que foi o Humanismo?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-foi-humanismo.htm. Acesso em 23 de maio de 2022.

O trovadorismo em Portugal - https://youtu.be/_TR6CsD2Vho